Conheça o Padre que recebeu mensagens de Nossa Senhora

O Padre Gobbi, como é normalmente chamado, tornou-se conhecido pelo fato de ter fundado um movimento religioso católico, de âmbito mundial, intitulado de Movimento Sacerdotal Mariano (M.S.M.). Este movimento religioso surgiu na sequência de uma locução interior recebida pelo sacerdote em pleno Santuário de Fátima, em Portugal, no ano de 1972. Desde então, a Santíssima Virgem Maria tem lhe concedido inúmeras mensagens durante cenáculos em vários países.O Padre Gobbi é doutorado em Teologia Sagrada pela Universidade Pontifícia de Roma e chegou a ser inclusive recebido inúmeras vezes pelo Papa João Paulo II (a quem se reconhecia uma elevada devoção pessoal por Nossa Senhora). O Papa João Paulo II celebrava anualmente uma missa com o Padre Gobbi na sua capela privada no Vaticano.Padre Gobbi sofreu um ataque cardíaco e foi hospitalizado em seguida mas veio a falecer dez dias após no dia 29 de junho de 2011, em Collavalenza, na Itália.

As mensagens de Nossa Senhora ao Padre Gobbi foram compiladas, ano após ano, no livro:
“Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Nossa Senhora”
(Edição do M.S.M. que já ultrapassa a 18º em português brasileiro; a edição Italiana ultrapassa a 22º; e no ano de 1998 foram vendidos cerca de 60.000 exemplares). Também popularmente chamado de Livro Azul do Padre Gobbi.

Origem do Movimento Sacerdotal Mariano

A 08 de maio de 1972, Padre Stefano Gobbi participa de uma peregrinação a Fátima e, na Capelinha das Aparições, põe-se a rezar por alguns Sacerdotes, que, além de traírem a própria vocação, tentam formar associações rebeldes à autoridade da Igreja.

Interiormente, uma força o impele a confiar em Maria. Servindo-se dele, como de um humilde e pobre instrumento. Nossa Senhora acolherá todos os Sacerdotes que aceitarem o convite para se consagrarem ao seu Imaculado Coração, para permanecerem fortemente ligados ao Papa e à Igreja a ele unida e conduzirem os fiéis ao seguro refúgio de seu Coração Materno.

Formar-se-ia, assim, um poderoso exército, difundido por todas as partes do mundo e reunindo, não com meios humanos de propaganda, mas com força sobrenatural que brota no silêncio, da oração, do sofrimento e da fidelidade constante aos próprios deveres. Em outubro do mesmo ano, tentou um tímido encaminhamento, com um encontro de oração e amizade entre 3 sacerdotes na paróquia de Gera Lario (diocese de Como), deu-se a notícia deste Movimento em alguns jornais e revistas católicas.

Em março de 1973 eram cerca de 40 sacerdotes inscritos. Em setembro do mesmo ano, 80 padres já inscritos.  Desde 1974 iniciaram-se os primeiros Cenáculos de oração e fraternidade entre Sacerdotes e fiéis; progressivamente, difundiram-se na Europa e em todas as partes do mundo.

Até o final de 1996, Pe. Gobbi visitou várias vezes os cinco continentes, para presidir os Cenáculos regionais, fazendo cerca de 900 voos, além de numerosas viagens de carro e trem. Fez cerca de 2400 Cenáculos, dos quais 1090 na Europa, 917 na América, 105 na África, 146 na Ásia e 142 na Oceania. Isto constitui uma prova da admirável difusão do Movimento por toda parte, nesses anos.

Pelas cartas de inscrições recebidas, os que aderiram seriam agora cerca de 400 Bispos, mais de 100.000 Sacerdotes do clero diocesano e de todas as Ordens e Congregações religiosas. Para os leigos, não havendo uma inscrição propriamente dita, não se pode avaliar o número nem mesmo aproximadamente, ainda que com certeza se trate de milhões.

Espiritualidade do Movimento: 

O MSM é uma pequena semente plantada por Nossa Senhora no jardim da Santa Igreja. Em pouco tempo tornou-se uma árvore frondosa e estendeu os seus ramos a todas as partes do mundo. É uma obra de amor, que o Coração Imaculado de Maria faz surgir, hoje, na Igreja, para ajudar todos os seus filhos a viverem, na confiança e esperança filial, os momentos dolorosos da purificação.

Nestes tempos de graves perigos, a Mãe de Deus e da Igreja, firme e incansável, apressa-se em ajudar, sobretudo os Sacerdotes, seus filhos de maternal predileção.

Naturalmente, são utilizados nesta obra alguns instrumentos e, em particular, foi escolhido Pe. Stefano Gobbi. Por que? Numa página do Livro, encontramos essa explicação: “Escolhi-te por seres o instrumento menos apto. Assim, ninguém dirá que esta Obra é tua. O Movimento Sacerdotal Mariano deve ser Obra somente minha. Através da tua fraqueza manifestarei a minha força; através do teu nada, manifestarei o meu poder” (16 de julho de 1973).

Portanto, o MSM não é uma ainda que louvável associação promovida por algum Padre ou pessoa fervorosa que lhe dera estatutos e dirigentes, é, porém, “um espírito” como felizmente o intuiu o Papa João Paulo II.

É alguma coisa de impalpável, mas tão forte e viva, como são os dons de Deus e tem como finalidade principal viver a Consagração ao Coração Imaculado de Maria.

Confiar-se a Maria significa, para o Sacerdote, tomar maior consciência da própria consagração feita a Deus, no dia do Santo Batismo e da Ordenação Sacerdotal.

O MSM torna-se realidade, não em vista das estatísticas, da ressonância dos nomes, eficiência das organizações, mas à medida em que se escuta Nossa Senhora e se apoia na obra do Espírito Santo, em louvor da Santíssima Trindade.

Pertencer ao Espírito do Movimento quem, inscrito ou não, se consagra ao Coração Imaculado de Maria, procurando viver de maneira coerente, agir em obediência e para o bem da Igreja e também ajudar os fiéis a viverem a Consagração a Maria.

Compromissos característicos da sua espiritualidade:
– Consagração ao Imaculado Coração de Maria;
– União ao Papa e à Igreja a ele unida;
– Conduzir os fiéis a uma vida de entrega confiante à Nossa Senhora.

Origem e forma do Livro

A partir de julho de 1973, Pe. Gobbi começara a anotar alguns pensamentos límpidos e fortes, que lhes nasciam na alma. Em obediência ao Diretor Espiritual, pensou-se em recolhe-los num Opúsculo de poucas páginas e conseguiu-se, desse modo, a primeira edição.

O livro ainda hoje encontra dificuldades em ser aceito por muitos, porque lhe faltava a aprovação eclesiástica. Esta não foi pedida, tratando-se de uma pequena publicação pró-manuscrito e dispensada por força do “motu próprio” do Papa Paulo VI, de 10 de outubro de 1966. Depois, pela forma literária com que se apresentava. A orientação espiritual do Movimento era indicada como sendo traçada por Nossa Senhora mesma, através de um fenômeno místico chamado “Locução Interior”.

Isto pode constituir para muitos uma dificuldade à aceitação. Mas, da parte de quem? Em geral, da parte daqueles que tendem a rejeitar qualquer forma de intervenção sobrenatural, porque aceitam somente o que passa pelo próprio juízo racional. Esta perplexidade, porém, foi gradualmente superada por uma aceitação sempre maior da parte dos Sacerdotes, Religiosos e fiéis e multiplicaram-se, em toda a parte, suas traduções nas principais línguas conhecidas.

Também as numerosas referências aos tempos maus em que vivemos e ao doloroso futuro que nos espera, devem ser interpretados na sua justa perspectiva indicada pela Sagrada Escritura. Quantas vezes e de quantos modos, Nosso Senhor tem ameaçado o seu povo com castigos, na tentativa de colocá-lo no caminho da conversão e do retorno a Ele! Lembremo-nos, por exemplo, da pregação do Profeta Jonas, enviado por Deus para anunciar a destruição de Nínive.

Muitos ficam perplexos diante do caráter profético de algumas mensagens e se perguntam: Será verdade o que está escrito? Sucederá tudo quanto está predito? E se não se realizar, que valor poderiam ter ainda as palavras da mensagem?

A resposta mais acertada a todas estas perguntas encontra-se em uma atenta leitura do livro. Ei-la: “Não queiras deter-vos nas predições que Eu faço, procurando, por meio delas, compreender os tempos em que viveis. Na qualidade de Mãe, advirto-vos para os perigos que correis, as ameaças que pairam sobre vós, todo o mal que vos pode suceder.

Mas isso, faço-o unicamente porque esse mal pode ainda ser evitado por vós; os perigos podem ser afugentados, a sentença da Justiça de Deus pode ser transformada pela força de seu Amor Misericordioso. Recordai  que, mesmo quando vos anuncio os castigos, tudo pode ser mudado de um momento para o outro pelo poder da oração e de vossa penitência reparadora. Portanto, não digais: Quantas coisas nos predisse que não se verificaram!

Pelo contrário, agradecei Comigo ao Pai Celeste que, em resposta à oração e à consagração, do vosso sofrimento e do imenso sofrimento de tantos meus filhos, ainda, desta vez, cedeu o espaço da Justiça para dar lugar e fazer florescer o de sua grande Misericórdia” – 21 janeiro de 1984.

Antes de tudo, deve-se afirmar que a Locução Interior não é um fato estranho, nem sensacional, mas é um fenômeno místico presente na vida da Igreja e descrito nos manuais de teologia espiritual.

Não é uma comunicação com Jesus, Nossa Senhora ou os Santos, através dos sentidos, como acontece nas autênticas aparições. Nela não se vê com os olhos, não se ouve com os ouvidos, não se toca nada. Não é, também, somente uma boa inspiração, ou luz que o Espírito Santo derrama, ordinariamente, na mente e no coração dos que rezam e vivem a fé.

Quando se trata de um fenômeno autêntico, a Locução Interior é um dom de tudo o que Deus quer fazer conhecer e ajudar a cumprir, revestindo-o de pensamentos e palavras humanas, conforme o estilo e linguagem de quem recebe a mensagem.

A pessoa se torna instrumento de comunicação, embora conservando intacta a própria liberdade, que se manifesta num ato de adesão à ação do Espírito Santo. Enquanto acolhe a palavra do Senhor, seu intelecto permanece como que inativo. Não vai à procura dos pensamentos nem da maneira como expressá-los, como acontece, por exemplo, a quem prepara um discurso importante ou escreve uma carta.

No fenômeno das Locuções Interiores apresentado no livro, Pe. Gobbi, em atitude de extrema normalidade, sem entrar em transe nem cair em êxtase, escreve, em seguida, sem cansaço mental, sem pensar duas vezes e sem fazer correções, tudo o que sente interiormente e se expressa sem prestar atenção, de acordo com a pobreza e riqueza do próprio estilo e caráter, ainda quando se trata de evidenciar verdades que anteriormente não conhecia ou não consideradas anteriormente por ele como tais.

Portanto, um livro como o do Padre Gobbi poderá ser aceito segundo o grau de verdade e conduzir à Verdade, que é Cristo; este será o modo mais justo de viver a autenticidade de “crianças” evangélicas, no relacionamento com a Mãe do Senhor e nossa Mãe.

A vida cristã encontrará a sua própria colocação nos ensinamentos mariológicos da Igreja, como se expressou o Concílio Vaticano II (Lumen Gentium, cap VIII). Nenhuma locução, nem mesmo as reunidas no livro, podem substituir ou colocar-se em paralelo com a proposta pública e oficial da fé da Igreja, na qual transparece a fisionomia completa de Maria e de sua missão.

Conselhos do Padre Gobbi para ler o Livro:
– Ler sem presunção e sem avidez;
– Meditá-lo com calma e amor;
– Passe a verificá-lo na vida de cada dia, fazendo a experiência pessoal de tudo o que Nossa Senhora pede e promete.

As dezenas de milhares de Sacerdotes que nestes anos procederam assim, não ficaram arrependidos; antes rogaram a Nossa Senhora que outros também sigam o mesmo caminho.


 


Fonte:
“Aos Sacerdotes, Filhos prediletos de Nossa Senhora” edição 18º MSM – resumo das páginas XV à LVI

 

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